"A física moderna, a partir da teoria da relatividade de Albert Einstein, abandonou as certezas lineares de Newton: o universo se constitui, desde o início, na organização turbulenta, na instabilidade, no desvio, na improbabilidade. (...) A crise nas ciências exatas, matemáticas, se faz refletir nas ciências do homem e da sociedade. O observador é reintegrado na observação, e o observado foge ao conceito de objeto. A sua diversidade torna-se valor, o conflito é desejado como potencialidade inovadora e a desordem é o pressuposto do ato terapêutico (...)."
Desde o início dos nossos encontros conversamos sobre o caos. Sobre os caos. Acredito (e espero) que criamos poucas "certezas" durante o percurso do projeto. No entanto, passamos a entender a nossa proximidade com essa confusão, a nossa intimidade com o que há de primitivo e de desorganizado - que não está só fora, que não é só do outro. Esse conhecimento, ao invés de nos fazer recuar frente as nossas propostas no serviço, pôde fazer com que nos voltássemos a elas de forma mais madura, mais realista. É no caos que trabalhamos? É a partir do caos que trabalhamos.
(O trecho é do Prefácio à Primeira Edição do livro "Loucos pela Vida", do Paulo Amarante).
Um comentário:
Fantástico Natália. Uma visão de mundo e tanto.
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