
Neste livro, escrito por Lewis Carrol, posteriormente ao clássico ´Alice no país das maravilhas´, a nossa personagem, uma menina de 7 anos de idade, embarca mais uma vez em aventuras, em seu universo imaginário... onde as coisas podem ser ao contrário, como de fato o são no país do espelho...
Como pode ser visto na passagem em que Alice encontra-se com os gêmeos Tweedledum e Tweedledee, essas personagens colocam em questão sua existência e ela, mesmo incrédula, sente-se frágil, chora...
Fico pensando, do que depende a existência de uma criança?
Em parte(ou bem mais que isso), depende claramente desse olhar de um outro, de alguém que por vezes seja Espelho, percebendo e refletindo suas angustias, mas que também seja segurança, no sentido de apostar no ser, e no vir a ser...
De início, logo que chega ao país do espelho, Alice denuncia: `Acho que não podem me escutar... e tenho quase certeza de que não podem me ver. Alguma coisa me diz que estou invisível...`
E tem muita criança invisível por aí, que não recebe nenhuma espécie de olhar enquanto sujeito, é ´só uma criança´, aí precisa se refugiar em seu universo imaginário. Algumas conseguem retornar, jogando e transitando entre os dois mundos (interno e externo), outras não.
Obs: A imagem acima foi fotografada por Elena Kalis, em um ensaio fotográfico chamado Alice in Waterland.
Um comentário:
Muito legal a reflexão Gabi!!
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