Conseguimos.
Desenvolvemos o PROCONVIVE, um convite à convivência. E levantamos dados, muitos dados. Tudo vira dado.
E as compras viram notas
E tudo isso vira um relatório
Isso não seria possível sem a presença de uma equipe maravilhosa, composta por seres humanos incríveis, na sua grande maioria, psicólogas e psicólogos em formação. Muito me orgulha ver e saber dos que saíram daqui, os caminhos que trilharam e especialmente, o caráter que têm. Gente que sabe ajudar. Gente que merece o título de gente.
Passamos por muitas transformações. Por vezes, pensamos que as transformações do nosso grupo eram as mais dolorosas, as perdas que tínhamos a cada final de ano e que eram um convite ao crescimento externo de nossa equipe. Pensamos, depois, que o mais doloroso era aplicar questionários; depois, construir um banco em SPSS; depois, preenchê-lo. Depois, as mudanças na equipe e na saúde do município. Depois, escrever o diário de campo. E, depois, terminar o projeto. Ao fim, surgem novamente as angústias que nos acompanharam, como uma sombra, a cada etapa. Tudo na tentativa de barganhar um tempo a mais.
O que foi mais difícil? impossível dizer.
Podíamos fazer um levantamento do que foi mais difícil para cada um. Teríamos respostas maravilhosas, como é o hábito do nosso grupo.
Qual é o nosso desejo nesse momento?
Talvez esse eu possa adiantar: que o nosso estudo e a nossa ação participativa criem sementes que gerem frutos. Mudamos o mundo? Certamente que não. Mudamos as políticas públicas? Não. Plantamos sementes? Sim.
Convivemos.
Talvez o resultado efetivo seja menor que do que projetamos, posto que as mudanças inerentes aos nossos desejos - e ao nosso controle - foram muitas e inevitáveis. Mas temos resultados, especialmente na equipe de trabalho que nos avaliou, que avaliou nossa ação como muito importante, na maior parte do tempo.
Deixar dói.
Mas para que autonomia possa acontecer é preciso sair, ganhar o mundo.
Meus queridos alunos e colegas, muito obrigada.
Não existe um projeto como esse, sem uma equipe.



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