sábado, 11 de junho de 2011

Vivências....

Nessa última quarta-feira (01/06/11), estávamos nós, na sala da Hericka, na reunião da pesquisa e depois desta cada dupla fazendo uma coisa: eu e Maris lidando no SPSS, Paula e Luismar corrigindo um fábulas, Manu e Hericka vendo resumo para UFRGS, Gabi e Carol vendo do estágio, todo mundo falando junto e todo mundo se entendendo. Pensei, que bom isso! Que bom esse trabalho em grupo, essa troca, esse companheirismo que não perde a graça, não perde o entusiasmo e ao mesmo tempo fala sério. Lembrei que final do ano estou acabando o curso e nem sei ainda o que farei no próximo ano.... Mas sei que fiz uma coisa desde o ano passado: me permiti tentar, conhecer, aprender e conviver. Além disso, como falávamos nessa quarta, nosso trabalho não é mecânico, mas uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional, tem calor humano! Falando em humano, o tema do meu tcc é sobre saúde mental do trabalhador em saúde mental infantil e muito me surpreendeu ler nas cartilhas do Ministério de Saúde sobre humanizar os serviços de saúde. Humanizar o humano? Um tanto paradoxal..... Acho que aqui reside mais um ponto da arte de conviver, que é ver para além de qualquer “defeito” o ser humano que ali está. Então, deixo meu agradecimento ao grupo e ao projeto pela oportunidade e pela con-vivência. Deixo também, minha admiração ao trabalho feito pelos meus colegas em estágio, extensão e pesquisa e pela nossa orientadora. Acredito que muito além do conhecimento teórico existe um dom, uma implicação pessoal real, que permite ir além, e a humildade de admitir que sempre há algo a aprender, a experenciar....

sábado, 28 de maio de 2011

uma palhinha da Natália - o espírito proconvive

Diário da Natália, dia 12 de abril (vulgo: supervisão fod*)

Não seriamos pró-convive se não fosse por dias como o de hoje. Só pode ser a favor da convivência (ao menos a saudável que almejamos promover) quem acolhe a diferença, o medo, a insegurança do outro. Quem se espanta, nesse conviver que supõe troca, com o que o outro tem a dizer sobre si mesmo e sobre nós. E o que não temos a dizer? Espanta também.

Terminamos o T1!

Oi pessoal!
esse post é pra agradecer ao pov que se empenhou e terminamos o T1 da pesquisa do PROCONVIVE! Foi em abril, mas não tinha tido tempo de apontar aqui!
A Mano tem um super resumo dos nossos dados, vou pedir que ela situe aqui.
Também ganhamos uma bolsa de pesquisa FIPE/ufsm pra Mano e uma FIEX/UFSM pra Paula. Temos mais 3 pré-aprovadas!
Agora estamos rumo ao fim do banco de dados!
Vamo que vamo pessoal!!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Diário da Hericka
Uma das minhas marcantes memórias, que é a que posso ter, é de uma de nossas supervisões, em meados de 2010.
Era inverno, e muitos estavam descontentes com o trabalho e mesmo com a supervisão: alguns argumentavam que falávamos muito superficialmente, outros conseguiam expor seus casos e nem todos mostravam-se através da fala implicados da mesma maneira. Sempre, nosso pano de fundo, eram o caps, suas relações, o que deveria ser e o que em realidade, ele era (é).
Começamos aquele dia com a busca normal pelos dados: como está tudo, quem quer falar. Falaram os mesmos, dos mesmos casos de sempre. A mesma suposta superficialidade. E mais do que nunca, reclamações de como estava o caps em termos de não ser o que se propunha, um lugar de saúde mental e de promoção de saúde. A “culpa” recaía sobre os técnicos, sobre o fato de que muitas (apenas mulheres) não queriam estar ali ou sequer sabiam como tratar de crianças “normais”, que dirá de doentes e necessitadas de apoio. Os estagiários e extensionistas, por sua vez, sendo cobrados para atenderem a essa demanda de saber num lócus de não-saber; neles era depositada toda a confiança e a desconfiança.
Meninas e meninos de 20 anos, em algum momento deixariam de aceitar isso. Até que enfim esse dia chegou numa tarde fria de inverno.
Depois de um clara demostração de desinteresse pela supervisão que emergiu no grupo através do Edu e do Luismar, que estavam no note e nem davam bola pra super(ficial)visão que estávamos tendo, foi a minha vez de perguntar, mais uma vez, o que eles, todos, esperavam. Já sabíamos de todas aquelas queixas, enfim, aquela era e é a nossa realidade, a realidade do país, do SUS, da reforma psiquiátrica: nem tudo, ou quase nada, acontece como deve ser. O que faríamos? Sentaríamos toda terça para reclamar? Estudar? O quê?
Pedi que todos pensassem por um momento e dissessem como achavam que deveria ser um caps, especialmente infantil, num mundo ideal onde tudo fosse possível. Muitos disseram que devia ser um lugar de saúde, com pessoas preparadas, alegre, equipado. Palavras e sentimentos surgiram. Lindo de ser coordenador nessa hora.
Lá pelas tantas surge a frase que jamais esqueço, que partiu de um membro mas que fala pelo nosso grupo (é assim que eu trabalho: somos um grupo operativo que estuda e avalia nossas atividades e nossa existência enquanto grupo). O Edu diz que, nesse mundo ideal, sequer devia existir um caps, sequer deviam existir motivos para existirem caps.
Ali eu descobri que sim, todos estávamos com medo. Mas todos sabíamos o que fazer.